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Hoje são: 07 Set, 2010
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Um dos grandes momentos dos Moçambicanos, culminou com a aprovação da primeira  Constituição de 1994, a grande oportunidade de, pela primeira vez, participarem activamente na vida política, eleições, formar grupos de interesse ou, até mesmo, voltar a acreditar num Moçambique onde se pudesse consolidar a liberdade e democracia.  Significa o pais de todos, ou simplesmente da maioria, o que define a participação inclusiva e absoluta do cidadão, que se consubstancia de cidadania.
 
Dai, até hoje, vive-se duma cidadania passiva/ou estado construída de cima para baixo, – cidadania cêntrica que resulta de vários factores. Entre eles: a delimitação das fronteiras (imposta pelo Estado colonial); o período da revolução socialista, onde o processo de construção da nação foi através da submissão da população ao Estado; o facto de a FRELIMO ter agido numa lógica de partido único, no qual a manifestação do movimento social, na sua diversidade, era inaceitável; a crença numa ”revolução” do Estado, que se transformou no instrumento privilegiado e o lugar de realização da unidade nacional e construção da cidadania. E, por último, a guerra civil que dividiu os moçambicanos, fazendo com que, uma vez mais, o Estado continuasse a dirigir os destinos do País seguindo uma nova realidade, mas criando uma cidadania cada vez mais passiva.

Os desafios da globalização ou mundialização, nos quais os países em vias de desenvolvimento se vão tornando cada vez mais periféricos, a classe burguesa em formação, busca o Estado para o atendimento dos seus interesses privados e a classe média e baixa equaciona a questão da cidadania apenas como uma vontade do Estado. Apesar de existir integridade territorial a cidadania não garante a coesão nacional, que passa pelo respeito e aceitação da diversidade étnica, cultural, religiosa e linguística.

Questiona-se a falta de agressividade e reacção do cidadão perante os inúmeros acontecimentos anormais de anti cidadania e sem explicação do quotidiano, uma das respostas que se pode dar é que tal atitude seria, sem dúvida, resultado do percurso, que acabou contribuindo para a criação de uma cidadania súbdita e, às vezes, paroquial. Dai a inferência de termos desenvolvido uma estadania e não cidadania.

Como forma de responder estas lacunas e demandas, no mundo nasceram grupos e associações que pudesse lutar na identidade de cidadania como é o caso da Amoproc que designa-se Associação Moçambicana para a Promoção da Cidadania.

Um apelo!
Somos todos chamados para divulgar e viver nossos direitos e deveres, Pela Democracia, participação e Justiça social no mundo.