| ÁREAS
DE INTERVENÇÃO
Reduzir
o impacto do HIV/SIDA
A pandemia do HIV/SIDA tem tido um impacto crescente, devastador
e preocupante sobre o desenvolvimento sócio-económico
em todos os países do mundo, com maior incidência
nos países da África Sub-Sahariana onde se encontram
cerca de 70% da população mundial vivendo com
HIV/SIDA. Segundo a ONUSIDA, em 2001 cerca de 5 milhões
de indivíduos adultos e crianças na África
Sub-Sahariana foram infectadas pelo HIV, aumentando o número
global de PVHS para 28.5 milhões. Em 2001 a percentagem
de adultos (15-19 anos) vivendo com HIV/SIDA estava estimada
em 38.8% no Botswana; 33.7% no Zimbabué; 21.5% na Zâmbia;
20.1 na RAS; 15.0% no Malawi; 15.0% no Kénia; 3.0%
em Moçambique e 5.0% no Uganda. Segundo o Programa
Nacional de Combate ao SIDA/DTS (PNCS/DTS do MISAU), actualmente
cerca de 1.3 milhões de pessoas vivem com o vírus
do SIDA e que:
- 700 Pessoas são infectadas por
dia;
- Cerca de 140 cidadãos de entre
0-4 anos de idade contraem o SIDA por dia;
- Cerca de 49 cidadãos de entre
5-14 anos de idade, contraem o SIDA por dia;
- Por dia, 1/3 de bebes nascidos de mães
seropositivas;
- Em 2002 aproximadamente 168.000 jovens
de entre 15 – 24 anos contraíram o SIDA;
- 150.000 Crianças morrem anualmente
vítimas de SIDA e outras 1.000.000 de crianças
vão ficar órfãos nesta década;
- Os custos para o tratamento de SIDA
são hiper onerosas (60 USD mês) sob perspectiva
da pobreza que o cidadão Moçambicano vive;
- A população economicamente
activa poderá ficar reduzida a 2 milhões de
habitantes.
Devido aos factores apresentados acima, AMOPROC
tem intervido na redução e minimização
através da realização das seguintes acções:
- Advocacia e direitos humanos (ex. introdução
e divulgação em Moçambique da Lei 05/02-Lei
que todas as pessoas candidatas ao emprego com HIV/SIDA
e sua divulgação);
- Divulgar as leis ligadas ao HIV/SIDA;
- Programa interno para protecção
dos trabalhadores da AMOPROC infectados e afectados respeitando
o HIV/SIDA. Esta a se criar um regulamento interno para
tal;
- Produzir de materiais para olharem
o HIV/SIDA como direitos humanos;
- Consciencializar e sensibilizar a participação
da sociedade civil em processos de reformas sociais e políticos
ligados aos HIV/SIDA;
- Assessorar o movimento da campanha
de acesso ao tratamento das PVHS em Moçambique;
- Realizar actividades de mitigação
e sensibilização na provincial de Maputo e
Sofala;
- Incentivar a iniciativas de parcerias
inteligente com organizações e instituições
congéneres para uniformizar as acções
em benefício dos beneficiários.
Contribuir
e impulsionar para o respeito aos direitos humanos e acesso
a justiça
Ao longo de séculos, as sociedades desenvolveram um
conceito de direitos tão fundamentais que nenhum governo
poderá retirá-los. Vários documentos
internacionais tentam definir esses direitos, entre eles a
“Declaração Universal dos Direitos do
Homem” de 10 de Dezembro de 1948 e a “Carta Africana
dos Direitos do Homem e dos Povos” de Junho de 1981.
São geralmente denominados “direitos humanos”
ou talvez ainda melhor “ direitos fundamentais”.
Moçambique não foge a regra, a constituição
denominada “ lei mãe”, criada em 1990,
estabelece as regras básicas e fundamentais à
luz das quais deve ser governado o País. Estes conceitos,
estabelecem a todos os Moçambicanos, o direito a liberdade
de expressão, participação, religião,
a integridade física, a fixação de residência,
a circulação e outros, principalmente a criação
de vários partidos políticos trouxe outra visão
e desafio que são as Eleições Presidenciais,
Legislativas e Autárquicas (criação de
municípios nas cidades e vilas).
Actualmente, a democracia nova e miúda de Moçambique,
os direitos e liberdades fundamentais preconizados na constituição,
não tem assumido o seu papel activo, devido ao facto
de: 1) as leis em Moçambique
não são divulgadas para a sociedade civil; 2)
a pobreza tem trazido em Moçambique situações
desoladoras ao respeito dos direitos humanos (aumento de crianças
prostituídas, propagação do HIV/SIDA,
abuso de poder, corrupção, diferenças
terríveis de status sociais, etc.); 3)
o grande índice de analfabetismo e ignorância
da sociedade civil; 4)
o Governo Moçambicano não tem condições
e recursos, são conotados pela sociedade civil de corruptos
e que não fazem as leis serem exequíveis.
Para contribuir e ajudar nas questões ligadas aos
direitos humanos e acesso a justiça AMOPROC
esta a realizar as seguintes acções:
- Divulgar sistematicamente a maior parte
das leis sobre os direitos humanos e acesso a justiça
em vários idiomas nacionais; A sociedade civil esteja
fortalecer no seu papel activo de cidadania especificamente
nos direitos humanos e acesso a justiça e de fácil
compreensão;
- Divulgar todos os procedimentos e mecanismos
de acesso à justiça e que a sociedade civil
esteja consciencializadas de fácil compreensão;
- Incentivar a iniciativas de parcerias
inteligente com organizações e instituições
congéneres para uniformizar as acções
em benefício dos beneficiários;
- Usar e aproveitar os órgãos
de comunicação social para difusão
dos casos de corrupção;
- Incluir a sociedade civil Moçambicana
nas reformas sociais e politicas respeitante aos direitos
humanos e acesso a justiça para que haja maior incremento,
transparência e responsabilidade nos detentores de
poder de decisão;
- Consciencializar e sensibilizar a sociedade
civil sobre os direitos humanos;
- Consciencializar e sensibilizar a participação
da sociedade civil em processos de reformas sociais e políticos
ligados aos direitos humanos;
- Consciencializar e sensibilizar os
órgãos de comunicação social
sobre a importância de participarem e divulgarem os
direitos humanos e acesso a justiça e que possam
ajudar na consciencialização do cidadão.
Assegurar e preservar a
governação autárquica e presidencial
Em Moçambique já foram realizados vários
sufrágios, eleições gerais multipartidárias
(legislativas e presidenciais) e autárquicos e, que
esses processos foram antecedidos do recenseamento eleitoral
de raiz e de actualização. Todos estes, têm
sido marcadas de muita abstenção de eleitores
inscritos rondando cerca de 50% á 85%, segundo os dados
tornados públicos pelos órgãos de comunicação
social, observadores e pela CNE.
As razões de maior número de abstenção
dos eleitores fundamentam-se pelo facto de:
i.) nova posição politica governativa
(democracia pluralista); ii.)
ignorância e analfabetismo da sociedade civil (não
conhecem os seus direitos e deveres);
iii.) desconfiança por parte da sociedade civil
sobre os lideres (corrupção); iv.)
ausência de recursos financeiros e outros nas instituições
que apoiam o desenvolvimento das acções dos
processos eleitorais;
Para contribuir e ajudar nas questões ligadas a preservação
a governação autárquica e presidencial
AMOPROC tenciona realizar
as seguintes acções:
- Consciencializar e educar o cidadão
sobre o processo eleitoral para exercer o direito e dever
conscientemente;
- Divulgar as leis sobre o processo eleitoral
em varias línguas locais e de fácil compreensão;
- Fortalecer o Cidadão para incentivar
os mecanismos de recursos à transparência e
prestação de contas pelas entidades responsáveis
pelo processo eleitoral em Moçambique e aos eleitos
para assumirem que trabalhem em prol da sociedade que o
elege;
- Usar e aproveitar os órgãos
de comunicação social para massificar a publicação
sobre os sufrágios em Moçambique;
- Fortalecer a sociedade civil no seu
papel activo de cidadania relativamente a preservação
da governação autárquico e presidencial;
- Consciencializar e sensibilizar a participação
da sociedade civil em processos de reformas sociais e políticos
ligados aos processos eleitorais;
- Incentivar a iniciativas de parcerias
inteligente com organizações e instituições
congéneres para uniformizar as acções
em benefício dos beneficiários.
Diminuir a corrupção
O relatório Mundial sobre a corrupção
publicado no ano 2000 pela transparência internacional
e segundo o Relatório de Ética em Moçambique
2001 sobre a corrupção em Moçambique
situa Moçambique como sendo um dos países mais
corruptível do mundo que duma forma generalizada esta
associada por alguns exemplos seguintes abaixo:
- As forças da lei e ordem são manietadas
pelo crime organizado;
- Os tribunais são incapazes de impor a justiça;
- O Governo se mostra impotente e tolerante perante um
clima de promiscuidade e desordem generalizada;
- O Pais não tem recursos.
Estes factores tem trazidos repercussões drásticas
na sociedade Moçambicana, quer dizer, os cidadãos
aderem cada vez menos as leis (direitos dos cidadãos
– respeito, emprego e educação) e a desregra
a que estes lutem pelo poder e pela sobrevivência que
tem assumido proporções inaceitáveis
e cada vez mas desconfiam nas instituições sociais
e do Estado.
Para minimizar e diminuir a corrupção AMOPROC
tenciona realizar as seguintes acções:
- Divulgar sistematicamente a maior parte
das leis sobre a corrupção em vários
idiomas nacionais de forma acessível e compreensível;
- Incentivar a iniciativas de parcerias
inteligente com organizações e instituições
congéneres para uniformizar as acções
em benefício dos beneficiários;
- Os perfis deontológicos de funcionamento
e esperados pelos funcionários públicos e
do estado para diminuir a corrupção estejam
divulgadas;
- Consciencializar e encorajar o cidadão
por forma a participar activamente para o sucesso da justiça
evidenciando provas de corrupção;
- Consciencializar e sensibilizar os
órgãos de comunicação social
para participarem e difundirem os casos de corrupção;
- Consciencializar e sensibilizar a participação
da sociedade civil em processos de reformas sociais e políticos
ligados a corrupção;
- Estabelecer
formas, alternativas e mecanismos com todos os parceiros
sociais (tribunais, órgãos de comunicação
social, agentes pela lei e ordem, ONG’s que trabalham
na área da justiça) para a luta contra corrupção.

Capacitação,
formação e apoio institucional a sociedade civil
Para este programa, AMOPROC
criou o SEFAT (sector de Formação e Assistência
Técnica) cujo objectivo é fortalecer a sociedade
civil Moçambicana assegurando a promoção
de acções de Cidadania face ao respeito dos
seus direitos e deveres usando ferramentas participativas
e de advocacia social em áreas de intervenção
deste.
Para tal existem três tipos de cursos,
um) curso dirigidos pela pertinência e importância
duma situação indesejável que necessita
de ferramentas participativas e de advocacia social; dois)
cursos do tipo candidaturas, onde AMOPROC
abre anúncios públicos formais antevendo de
pré-requisitos para a participação; três)
por ser única provavelmente que usa ferramentas participativas
de advocacia social ate hoje em Moçambique, AMOPROC
abriu um outro tipo de cursos através de parcerias
inteligentes, onde se firmam protocolos com os fóruns
provinciais de ong’s, outros fóruns, Ong’s
e instituições na qual AMOPROC
facilita os cursos e assistência aos membros destes.
Na sua politica de formação AMOPROC
provê dirigir assistência técnica, principalmente
para todos aqueles que após o curso pretendam levar
a cabo actividades ou acções sobre os conteúdos
dos cursos, inclusive ajuda as organizações
participantes a identificarem potencias financiamentos para
as suas actividades do curso e, cujo objectivos são
os seguintes:
- Melhorar a compreensão em relação
aos cursos de capacitação com acções
de acompanhamento directa e com experiência real;
- Impulsionar o crescimento, a capacitação
e o desenvolvimento institucional destas;
- Melhorar a qualidade da informação e o
trabalho da participação do cidadão
para que estes sejam aplicadas sob forma metodológica
e cientifica adequadamente;
- Promover um espaço de dialogo e troca de experiência
localmente;
- Promover a sustentabilidade e a qualidade do trabalho
da AMOPROC face aos
métodos de advocacia e participação
do cidadão em Moçambique.
Para os cursos de formação AMOPROC
tem produzido manuais de formação que tem sido
melhorado com andar do tempo, através das experiências
adquiridas durante os cursos de formação para
que sirva de consulta e apoio para os participantes e cientes
que esta seja uma boa forma de sustentabilidade para a sociedade
civil.
Para maior abrangência das actividade de formação
e em especifico acompanhamento e assistência técnica,
AMOPROC após
os cursos de formação nas provinciais tem promovido
grupos ou núcleos de advocacia social para tratar assuntos
ligados á áreas de intervenção
da AMOPROC, inclusive
tem-se seleccionado correspondentes
provinciais para ser o elo de ligação
na província entre AMOPROC
e os participantes do curso, prestar apoio, reunir e trocar
informações, resolver assuntos pontuais e locais,
produzir, distribuir e recolher materiais de educação
e sensibilização local, etc.
Sensibilização,
conscientização e educação dos
cidadãos
Para dar resposta de forma eficiente e metodológica
a este programa, AMOPROCestabeleceu
o SECI (Sector de Comunicação e Informação)
cujo objectivo é produzir, adaptar, melhorar e distribuir
materiais bibliográficos e outros (Cartazes, Boletins
informativos, Livrinhos, Cassetes de vídeos, Slogans
televisivos e radiofónicos, uso de eventos culturais,
guião de orientação social, etc.). de
forma simples, compreensivel para informar, consciencializar
e sensibilizar o cidadao, obviamente tomando em consideração
peculiar dos Moçambicanos de melhorarem as suas capacidades
e conhecimentos, ligados a diferentes culturas, tradições,
tabus, experiência de vida, a pobreza e calamidade.
O sector tem por função o seguinte:
- Responsabilizar a produção,
adaptação, melhoramento, tradução
e analise de materiais de informação e sensibilização
sobre a cidadania;
- Promover o intercâmbio de informação
e comunicação entre os vários intervenientes
a nível nacional e do mundo para assegurar a justiça
participativa e social;
- Estabelecer e gerir um banco de dados
com informação inerente ao respeito do cidadão;
- Promover as actividades desenvolvidas
pelos parceiros e outros intervenientes que estejam a trabalhar
em prol da cidadania em Moçambique;
- Aquisição e recolha de
novas informações (livros, textos, diversos
materiais, etc.) e seu respectivo arquivo;
- Usar e aproveitar os órgãos
de comunicação social;
- Estabelecer uma webpage para o Cidadão
Moçambicano;
Este serviço embrionário criada pela AMOPROC,
tem proporcionado aproximadamente 100 visitas mensais e a
procura ao acesso de materiais relacionados com advocacia
e participação da cidadania.
Para maior abrangência das actividades de educação
e conscientização os correspondentes
provinciais advindo dos cursos de formação
em estratégias de advocacia social, tem papel activo
e em especifico na adaptação e produção,
distribuição e recolha de materiais de educação
e sensibilização local, etc.
Estabelecer
redes de comunicação e informação
para a sociedade civil em Moçambique para o Mundo
Na implementação das suas actividades a AMOPROC
tem dando maior enfoque para trabalhos em parceria com outras
instituições não governamentais e governamentais
em áreas de intervenção e zonas geografias
similares, possam juntar os seus esforços e ideais
em beneficio da sociedade civil com intuito de estabelecer
Redes de comunicação e informação.
Os correspondentes provinciais serão um tipo de trampolim
para que estas actividades se desenvolvam. Nestas parcerias
e trabalho, o grande motivo que os impulsiona para que se
juntem é que:
- A multiplicação de ONG’s com objectivo
idêntico tem trabalhado separadamente e até
em certas vezes no mesmo espaço geográfico,
trazendo como consequência fadiga dos beneficiários
e os recursos são aplicados de certa forma atabalhoado
e desnecessário;
- Melhorar a qualidade de trabalho a nível destas,
principalmente em termos de troca de experiência;
gestão de recursos; produção e distribuição
de materiais;
- Garantir maior credibilidade e transparência por
parte dos Doadores, intermediários e os beneficiários;
- Impulsionar as ONG’s, instituições
do Governo a juntos trabalharem em prol da melhoria da qualidade
de vida da sociedade civil;
- Criar a nível local espaços para debates,
discussões e análises em áreas de intervenção
específicas da AMOPROC;
união de forcas que trabalham na mesma área;
da maior transparência as actividades; maior participação
dos actores em causa; etc.
AMOPROC pensa que juntando
todos os esforços e experiências comuns a nível
nacional e no mundo é possível obter um mundo
melhor onde a honestidade, democracia, participação
e justiça social, seja patente onde crianças,
Mulheres e Homens tenham a oportunidade de viver uma vida
digna.
Prestação
de serviços de auto-sustentabilidade; e, Auto-Fortalecimento
organizacional institucional e financeiro
Estrategicamente AMOPROC,
após a Assembleia geral de 2005, criou em 2006 o SETPMARK
(Serviços Técnicos de Projectos e Marketing)
para responsabilização dos dois programas acima
como forma de responder ao grande lema e desafio que todas
as ONG’s Moçambicanas tem enfrentado cujo intuito
é criar condições para que a
AMOPROC seja auto sustentável, não viva
e dependa apenas dos Doadores externos sobretudo a pequenas
iniciativas. Nesta perspectiva, decidiu desenvolver por exemplo
as seguintes actividades; i)
aproveitar a enorme experiência que os seus quadros
e realizar actividades de prestação de serviços
em consultorias e pesquisas;
ii) realizar a venda de materiais como capulanas, rifas,
galas, peças teatrais, camisetes, bonés; iii)
realizar acções de marketing com parceiros nacionais
(sector privado, empresariado nacional, etc..) para angariação
de apoios como forma de rendimentos;
No programa de auto-Fortalecimento organizacional institucional
e financeiro, AMOPROC
pretende criar suporte ao reforço da sua própria
capacidade institucional; a capacitação dos
membros e órgãos sociais nas actividades; e
com o aumento da capacidade financeira e elaboração
de politicas internas realísticas que se basear-se-á
no seguinte:
- Reforçar a angariação
de fundos próprios;
- Facilitar concertações
junto dos Doadores na procura de soluções
para melhorar a sua situação financeira;
- Tornar auto sustentável a
AMOPROC;
- Procurar possíveis parceiros
no sector privado;
- Investigar, analisar e implementar
possíveis programas geradores de fundos ou rendimentos.
Género e Desenvolvimento
nos programas da AMOPROC
A desigualdade do género é actualmente um
factor chave que perpetua a pobreza e limita o exercício
efectivo da democracia por todos os cidadãos em Moçambique.
Desigualdades sérias do género estão
reflectidas na relativa falta de acesso á educação
ou emprego formal por parte das mulheres e a sua maior vulnerabilidade
em relação aos homens às doenças,
violência baseada no género e pobreza (INE 1997;
Pontara et al 2000). Devido à sua vulnerabilidade física
e social, raparigas entre os 15 e 19 anos têm a maior
taxa de infecção do HIV no País. As mulheres
detêm recursos mais reduzidos em relação
aos que homens controlam e muito menos rendimento. Em 1995,
por exemplo, mais de 95% das mulheres trabalharam principalmente
no sector agrícola, basicamente na agricultura de subsistência.
Apenas 42% das mulheres ganharam algum dinheiro das suas actividades
agrícolas.
O AMOPROC reconhece
o género como uma “questão transversal
“ chave para o seu trabalho em Moçambique (isto
é, uma questão que afecta todos os sectores
económicos e sociais). O Plano Estratégico do
AMOPROC aponta o género
como uma questão transversal e a referência para
promoção da igualdade do género “
dar especial atenção ao género, paz e
cidadania “ que é incluir em seus programas as
diferenças e desigualdades de género que tem
inicio no staff executivo da AMOPROC,
aos cursos de formação e os materiais de educação
e sensibilização. Embora, como em outros campos
de trabalho, questões do género muitas vezes
permanecem invisíveis ou estão confusas com
a preocupação de “ incluir a mulher em
actividades e projectos (Se a “inclusão ”ou
não num projecto predefinido é do interesse
das mulheres!) mostra-nos difícil de operacionalizar
na prática sobretudo na esfera politica.
AMOPROC tem estado
a desenvolver a consciência e habilidades na analise
e integração de planos e programas sensível
ao género através de formação
especiais para o seu pessoal por forma a dar maior profissionalização
e dar cobro este área.
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